domingo, fevereiro 2

ACABA PRAZO PARA CONTESTAÇÃO DE FUSÃO PT/OI

Publicado em Quinta, 30 Janeiro 2014 20:23 Telesintese
Não foi registrada qualquer manifestação contrária à decisão
A Oi divulgou na noite dessa quinta-feira (30) uma nota ao mercado informando que encerrou ontem o prazo para eventual interposição de recursos por parte de terceiros ou avocação do caso pelo Tribunal do Cade relativa a fusão da Oi com a PT. Não foi registrada qualquer manifestação contrária à decisão. "Por esse motivo, a decisão do Cade, publicada no dia 14 de janeiro de 2014, restou plenamente confirmada". (Da redação)
 
 
Publicado em Quinta, 30 Janeiro 2014 10:25 Telesintese
Caso as denúncias sejam comprovadas, grupo pode ser multado em valor igual a até 20% de seu faturamento.
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou, por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30), processo administrativo para apurar supostas práticas anticompetitivas no mercado brasileiro de telecomunicações. As infrações à ordem econômica teriam sido adotadas entre 2008 e 2009 por empresas  do grupo Oi.
Os fatos potencialmente lesivos à concorrência foram denunciados ao Cade pela Anatel em novembro de 2012. Um processo havia sido iniciado na agência reguladora após reclamação administrativa protocolada pela concorrente GVT, em 2009.
As alegações são de que a Oi teria cortado cabos de ligação de telefones da GVT na infraestrutura compartilhada entre prestadoras de serviços de telefonia e de TV a cabo em prédios residenciais. A Anatel chegou a emitir decisão cautelar em 2009 determinando que a empresa encerrasse a prática. No mesmo ano, a Justiça Federal de Brasília já havia proferido decisão liminar no mesmo sentido.
A Oi também é acusada de provocar lentidão e supostas falhas técnicas no tráfego de dados da GVT quando esta concorrente utilizava-se de interconexões com a sua rede para operar.
O processo instaurado pelo Cade também investigará supostos abusos praticados com o objetivo de dificultar o processo de transferência de assinantes da Oi para a GVT. Segundo a denúncia, funcionários da Oi teriam se passado por clientes e telefonado para o call center da GVT solicitando cancelamento de portabilidades numéricas de pessoas que já haviam feito pedido de migração para esta concorrente.
Serão apuradas ainda acusações de que empregados da Oi teriam ameaçado instaladores de sistemas de telefonia da GVT em Salvador, na Bahia.
A Superintendência-Geral do Cade entendeu que os indícios apresentados são relevantes e que, se comprovados, poderiam indicar potenciais prejuízos à concorrência e aos consumidores no mercado de telecomunicações, justificando análise mais aprofundada pelo órgão antitruste.
Com a instauração do processo administrativo, a Oi será notificada para apresentar defesa no prazo de 30 dias. Ao final, a Superintendência emitirá parecer opinando pela condenação ou pelo arquivamento, e enviará o caso para julgamento final pelo Tribunal do Cade.
A prática de infrações à ordem econômica sujeita empresas ao pagamento de multa no valor de 0,1 a 20% de seus faturamentos, além de outras penalidades previstas em lei.(Da redação, com assessoria de imprensa)
 
informativo reproduzido por: Reginaldo diretor do sintiitel no interior  

SETOR TELECOM: Está se confirmando o que o movimento sindical falava



O movimento sindical nunca deixou de denunciar as manobras que o governo FHC fez para entregar as telecomunicações à iniciativa privada. Sempre falávamos que o governo queria transferir o monopólio estatal para o monopólio privado a qualquer custo.
O segmento Telecom parte empresarial que mais demitiu e precarizou o emprego no país com a nova ordem mundial neo liberal, continua demitindo e fazendo convergência de empresas rumo ao monopólio privado como falávamos outrora.
A Oi Telemar que foi a campeã de demissão neste ramo ao longo desses anos, hoje conta com empresas terceirizadas prestando péssimos serviços à sociedade e escravizando trabalhadores e que se mantinha como empresa genuinamente nacional agora começa a mudar de cara. Primeiro foi a fusão com a BrT onde centenas de trabalhadores foram demitidos, agora se associa a uma multe nacional a Portugal Telecom.
Esperamos que a política excludente de demitir trabalhador que a empresa tem implementado ao longo desses anos seja revista e não volte a demitir por conta dessa nova acomodação transnacional, assim como esperamos que sua política salarial que é uma das mais tímidas do ramo seja revista imediatamente.
Outras operadoras a exemplo da Embratel, Telefônica, etc. além de não ter demitido em massa, tem praticado políticas salariais mais condizentes com suas lucratividades. A Oi para sustentar sua política de empresa de excelência como tem externado para a sociedade precisa rever sua política de manutenção de empregos e praticar salário decente.

Veja a seguir nota da Oi sobre o tema.

Oi e Portugal Telecom assinam memorando
para firmar parceria estratégica
O acordo entre nas partes prevê capitalização da empresa em até R$ 12 bi e
ampliará sua capacidade de investimento e de expansão
internacional.
Os controladores da Oi, maior empresa de telecomunicações do Brasil, e a
Portugal Telecom, uma das mais representativas companhias de
telecomunicações da Europa, assinaram ontem um memorando de entendimento
para iniciar uma parceria estratégica entre as duas organizações empresariais. Caso a
operação se concretize, a Oi assumirá um percentual de 10% no capital da
operadora portuguesa, enquanto a Portugal Telecom irá adquirir por, no
máximo, R$ 8,44 bilhões uma participação minoritária equivalente a 22,4% da
brasileira. A Oi permanecerá privada e nacional, sob o controle dos grupos
Andrade Gutierrez e Jereissati, por meio de suas subsidiárias AG Telecom e LF
Tel S.A, e da Fundação Atlântico.
“Essa operação permitirá à Oi ampliar sua capacidade de investimento e de
expansão nacional e internacional, mantendo o controle da empresa em mãos
brasileiras”, afirma Pedro Jereissati, presidente da Telemar Participações e
acionista do grupo Jereissati.

“Trata-se de uma aliança industrial que dará à Oi a capacidade de desenvolver
um projeto de telecomunicações de projeção global”, complementa o
presidente da holding Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.

Nesse âmbito, as duas empresas irão desenvolver estratégias de cooperação
para ampliar sua presença internacional, com foco específico na América
Latina e na África; alcançar benefícios de escala; e potencializar iniciativas de
pesquisa e desenvolvimento.

Destaque especial será atribuído ao Plano Nacional de Banda Larga, em
desenvolvimento no Brasil, uma fonte importante de oportunidades para o
crescimento da Oi. Para isso, contará a partir de agora com a expertise da

Portugal Telecom, uma referência mundial na área de redes de acesso de nova
geração. A Portugal Telecom contribuiu decisivamente para que Portugal seja
modelo no acesso de banda larga fixa e o segundo país de maior penetração
de banda larga móvel na Europa.



Após a conclusão do negócio, será criado um comitê de engenharia, redes,
tecnologia, inovação e oferta de serviços – que trabalhará em paralelo aos
comitês existentes – para compartilhar melhores práticas, permitir que as duas
companhias se beneficiem de sinergias e tomar decisões a respeito de
questões operacionais.

Do ponto de vista financeiro, a operação permitirá à Oi capitalizar-se e acelerar
a redução de seu índice de alavancagem. Apenas dezoito meses após a
aquisição da Brasil Telecom, em janeiro de 2009, a empresa volta a apresentar
os mesmos índices de endividamento anteriores ao negócio. A qualidade do
crédito da Oi é classificada como grau de investimento (investment grade)
pelas três principais agências de rating do mundo, a Moody’s, a Standard &
Poor’s e a Fitch.

A OPERAÇÃO

O memorando assinado hoje prevê que a entrada da Portugal Telecom no
capital da Oi será feita por meio da aquisição direta de ações da companhia e
da compra de participações em suas empresas controladoras.

A operação envolve compras de participações nos três níveis da estrutura
societária da Oi e será feita da seguinte forma:

1. A Portugal Telecom adquire participação acionária minoritária nas
holdings AG Telecom e LF Tel, controladoras da Telemar Participações.

2. A Portugal Telecom também adquire participação minoritária de 10% na
Telemar Participações, comprando ações de outros acionistas
minoritários da holding.
3. A operação prevê aumentos de capital na Telemar Participações, na
Tele Norte Leste Participações e na Telemar Norte Leste (TMar).
4. Os aumentos de capital chegarão a um valor aproximado de R$ 12
bilhões, com a emissão de ações ordinárias e preferenciais, a ser
subscrita pelos atuais acionistas e pela Portugal Telecom.
5. Ao final desses passos, a Portugal Telecom passa a deter, direta e
indiretamente, 22,4% da Telemar Norte Leste (TMar).
6. A operação resultará finalmente na aquisição pela Telemar Norte Leste
(TMar) de uma participação de até 10% na Portugal Telecom, tornando-
se a maior acionista individual da empresa portuguesa.

A operação com a Portugal Telecom gera mais valor para a Oi, trazendo
benefícios para a sociedade, acionistas, colaboradores, e consumidores. Com
o negócio, a Oi se consolida como líder de mercado de telecomunicações no
Brasil e também como uma das maiores companhias privadas brasileiras.

A Oi entende que a operação propiciará vantagens expressivas no sentido de
ter uma participação de destaque no Plano Nacional de Banda Larga,
permitindo o desenvolvimento de um serviço fundamental para a educação e a
competitividade no Brasil.

Hoje, a Telemar Participações S.A, a Tele Norte Leste Participações S.A. e a
Telemar Norte Leste S.A. enviaram um “fato relevante” à Comissão de Valores
Mobiliários (CVM). Os detalhes do memorando de entendimentos estão sendo
apresentados hoje à Anatel e ao mercado. Os termos do acordo permanecem
em vigor até o dia 31 de outubro, podendo ser prorrogado pelas partes. Estima-
se que a operação esteja completa até o final do ano.

SOBRE A Oi

Maior empresa brasileira de telecomunicações, a Oi é pioneira na prestação de
serviços convergentes no país. Oferece transmissão de voz local e de longa
distância, telefonia móvel, comunicação de dados, internet e entretenimento.
Com a compra do controle da Brasil Telecom, em 2009 a Oi passou a atuar em
todo o território nacional. Em março de 2010, a empresa possuía cerca de 62,2
milhões de clientes. Deste total, 21,1 milhões estavam em telefonia fixa, 36,6
milhões em telefonia móvel e 4,3 milhões em banda larga fixa e 283 mil em TV
por assinatura.



Pelo segundo ano consecutivo, a Oi integra o Índice de Sustentabilidade
Empresarial (ISE) da Bovespa refletindo o alto grau de comprometimento da
companhia com a responsabilidade social e a adoção de práticas gerenciais
sustentáveis.

Postado por SINTTEL BA
Reproduzido por Reginaldo diretor do sintiitel no interior

 

PPP EXIJA VOCE VAI PRECISAR PARA SE APOSENTAR...


O que é PPP?


O PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário é um histórico laboral do funcionário, mencionando informações de natureza administrativa, riscos ocupacionais, medidas de controle, exames médicos ocupacionais, para fins de aposentadoria especial.

2) Como surgiu o PPP?


Criado pelo INSS, este documento substitui o antigo SB-40 ou DSS-8030, sendo que a empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, cópia autêntica desse documento, quando da rescisão do contrato de trabalho.

3) Todas as empresas deverão providenciar o PPP?


As empresas que possuírem riscos físicos, químicos e/ou biológicos deverão implantar imediatamente o PPP de cada funcionário. As empresas com riscos ergonômicos e/ou mecânicos devem iniciar, o quanto antes, a coleta de dados, pois em breve se tornará obrigatório.

4) Posso continuar emitindo DIRBEN 8030 para períodos anteriores?


Não. Só o PPP será aceito.

5) Como preencher PPP se não dispuser dos dados?


PPP emitidos, referentes a períodos laborados em que não havia obrigatoriedade de laudos ou PPRA e PCMSO, devem ser preenchidos pela empresa, somente com base nas informações existentes à época.

6) E se a empresa não existir mais?


Se estiver legalmente extinta poderá ser apresentada justificação administrativa. Para períodos anteriores a 28/04/95 será levado em conta a categoria profissional registrada em CTPS. Para períodos posteriores, ou para ruído, será necessário Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT.

7) Quem deve ser responsável pela emissão do PPP?


O representante legal da empresa, conforme o Parágrafo 1º do Inciso VII do art. 187 da Instrução Normativa INSS/DC nº 84, de 17/12/2002.

8) Quando se emite o documento PPP para instrumentar processo de solicitação de aposentadoria especial é necessário enviar junto uma cópia do Laudo Técnico (LTCAT) ao INSS?


Não; o PPP foi instituído também para não necessitar de acompanhamento do LTCAT. No entanto, esse LTCAT deve permanecer na empresa de forma atualizada.

9) Para empregado desligado da empresa há cerca de dez anos e que retorna solicitando o formulário para requerer aposentadoria especial, que documento se lhe deve fornecer: DIRBEN 8030 ou PPP?


Para empregados desligados da empresa antes da Lei entrar em vigor, o documento a ser fornecido é a cópia do DIRBEN-8030, eventualmente já fornecido anteriormente e extraviado, ou se nunca fornecido anteriormente, o formulário DIRBEN-8030, desde que datado até 31/10/03. Após essa data, qualquer formulário para esse fim deve ser necessariamente o PPP.

10) Se um empregado é funcionário da empresa há cerca de dez anos e somente tem seu contrato de trabalho encerrado após a Lei entrar em vigor, como preencher os dados exigidos no PPP se em determinadas épocas não tínhamos todos os dados agora requeridos?


Para os períodos anteriores a empresa deverá fornecer no PPP tão somente os dados até então exigidos, desde a data da admissão do empregado, não sendo lícita a exigibilidade de informações inexistentes em atos normativos anteriores, uma vez que estes não são válidos para exigibilidades pregressas.

Tem alguma dúvida? Pergunte nos comentários que responderemos em breve!


 
Reproduzido por Reginaldo diretor do sintiitel no interior

quinta-feira, janeiro 23

CVM BLOQUEIA FUSAO ENTRE OI E PORTUGAL TELECOM


Fundos: CVM bloqueia fusão entre Oi e Portugal Telecom
CVM destacou que o grupo controlador da Oi não pode participar do cálculo do preço de alguns ativos envolvidos na transação, o que representa uma vitória para os minoritários
A fusão da Oi (OIBR3;OIBR4) com a Portugal Telecom sofreu uma revés, após acionistas minoritários obterem uma vitória inicial na luta por condições mais favoráveis, de acordo com uma decisão preliminar da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) obtida pela Bloomberg News. As ações da Oi registram ganhos de 1,14% (R$ 4,42) para os papéis ON e de 1,42% (R$ 4,28) para os ativos PN, de acordo com cotação das 13h20 (horário de Brasília).
Conforme informado pela agência de notícias, a CVM destacou que o grupo controlador da Oi não pode participar do cálculo do preço de alguns ativos envolvidos na transação. A Oi e a Portugal Telecom planejavam usar os preços dos ativos aprovados pelos investidores de maior peso em seu capital para ajudar a determinar a distribuição das ações da nova companhia, informou a Bloomberg.
Zeinal Bava, que assumiu a presidência da companhia brasileira em junho de 2013, está impulsionando a fusão de modo a concorrer com a América Mobil, que controla a Claro, e a Telefônica SA, que controla as operações da Telefônica (VIVT4) brasileira. A Bloomberg ressalta que, se a CVM sustentar a decisão do seu pessoal técnico, Bava terá que melhorar a proposta para investidores não controladores que rejeitaram a diluição dos papéis.
A Oi planejava fazer uma arrecadação de R$ 7 bilhões vendendo ações novas – diluindo suas ações – destinando US$ 2 bilhões em dívidas para a acionista controladora Telemar Participações.
Vale ressaltar que, na última sexta-feira, os papéis já haviam subido forte em meio à notícia divulgado pelo jornal Valor Econômico de que os acionistas controladores da companhia estariam impedidos de votar na avaliação dos ativos da Portugal Telecom, que deseja aportar no aumento de capital previsto para acontecer na Oi, parte da operação de fusão entre as teles brasileira e portuguesa.
Essa foi a decisão dada pela SEP (Superintendência de Relações com Empresas) da CVM (Comissão de Valores Monetários) à consulta feita pela administradora de recursos Tempo Capital, acionista da Oi. Por meio de um ofício, a SEP informou à Tempo que, em seu entendimento, além da Portugal Telecom e sociedades a ela ligadas, as demais controladores da Oi, AG, LF, BNDESPar, Previ, PetrosFuncef e Fundação Atlântico - todos os acionistas da Telpart - estão impedidos de votar nessa avaliação de ativos na tele portuguesa.  (Lara Rizério - InfoMoney)
Republicado por Reginaldo diretor do sintiitel no interior

UGT E A TERCEIRIZAÇAO


Repassando

A UGT e a Terceirização

13/01/2014

Resoluções do 2º Congresso Nacional Ordinário da União Geral dos Trabalhadores (UGT), aprovadas em 16 de julho de 2011.

Páginas: 95-96 e 97

 13.5 A UGT e a Terceirização

Trata-se de tema controverso e que tem encontrado apoio para discussão e elaboração de um texto, mas sem força suficiente para encaminhar sua votação. O importante é garantir trabalho e renda, mas sem precarizar. Porém, é preciso entender que a atividade terceirizada é um fato nas relações trabalhistas, mas que precisa ser regulada como forma de dar garantias às partes, trabalhadores e empregadores. A insegurança jurídica prejudica também o trabalhador. O que não pode é uma atividade produtiva ser interpretada por juízes como reza a sumula 331 do TST, o que ao invés de levar segurança, atua exatamente no sentido contrario.

 A UGT tem atuado ativamente em todos os fóruns que procuram discutir a terceirização bem como formatar uma lei que tenha consenso entre os trabalhadores. O que temos hoje acerca do tema é o seguinte: três projetos de Lei em andamento e mais um apresentado pela Casa Civil da Presidência que foi objeto de trabalho e consenso entre as Centrais Sindicais. Para acrescentar à discussão parlamentar, foi criada uma subcomissão na Câmara Federal para avaliar e fornecer sugestões acerca dos projetos de lei apresentados. Vai ser mais um fórum que devemos atuar. Também foi criada a Frente Parlamentar de Serviços. Ou seja, temos procurado fortalecer uma área que só cresce que é o setor de serviços. Hoje a situação que temos em termos de propostas são as seguintes:

 PROJETO DE LEI N° 4.302/1998  (Poder Executivo)

                        Dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário  na empresa de prestação de serviços a terceiros, e dá outras providências.

 PROJETO DE LEI Nº 4.330/2004  (Dep. Sandro Mabel)

                        Dispõe sobre o contrato de prestação de serviços a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.

 PROJETO DE LEI Nº 1.621/2007  (Dep. Vicentinho)

                        Dispõe sobre as relações de trabalho em atos de terceirização e na prestação de serviços a terceiros no setor privado e nas sociedades de economia mista.

Existem algumas emendas e outros projetos que não avançam.

Entendendo a importância e complexidade do assunto, a UGT tem conduzido à discussão da forma mais ampla possível. Diante do exposto, é importante conhecer como tem sido nossa agenda acerca da aprovação de uma legislação especifica:

 

            Em abril de 2007, as centrais sindicais, estabeleceram, conjuntamente, a “AGENDA DOS TRABALHADORES PELO DESENVOLVIMENTO” que estabelece:

 I – Elevar a formalização do mercado de trabalho brasileiro com a promoção do Trabalho Decente;

II – Combater a precarização do trabalho decorrente da terceirização, garantindo aos trabalhadores terceirizados o mesmo patamar de garantias sociais, trabalhistas e previdenciárias do conjunto dos trabalhadores e incentivem a prática efetiva da negociação.

Por ocasião da IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, em dezembro de 2007, as centrais sindicais reafirmaram que os atos de terceirização no Brasil devem orientar-se nas seguintes premissas:

1- Proibição da terceirização na atividade-fim;

2- Responsabilidade Solidária da empresa contratante;

3- Direito à informação prévia;

4- Igualdade de direitos e de condições de trabalho;

5- Penalidade às empresas infratoras.

 Durante os debates sobre terceirização realizado em varias esferas com a participação de entidades patronais, especialmente as tomadoras de serviços, notou-se um claro posicionamento no seguinte sentido:

 • Terceirização de quaisquer atividades;

• Responsabilidade subsidiária do contratante;

• Contrato sem limite de tempo;

• Contratos sempre através de pessoas jurídicas;

• Permissão de subcontratação (quarteirização);
A terceirização, por conseguinte, não pode ser sinônimo de precarização. Porém, ela é parte inexorável das mudanças sociais e econômicas no mundo e que refletem diretamente nas relações de trabalho. Cabe a nós sindicalistas estarmos presentes e acompanharmos ativamente estas transformações e assim defendermos os interesses dos trabalhadores.

 Organizar com eficiência os trabalhadores terceirizados é buscar a clareza contratual entre as partes envolvidas. Aos trabalhadores terceirizados interessa salários dignos que tenham como contrapartida a execução de habilidades desenvolvidas especificamente para os serviços que lhes são exigidos.

 Deve-se lutar para que neste Brasil cada vez mais globalizado se estabeleça uma terceirização que proteja e respeita os direitos de todos os trabalhadores, terceirizados ou não, e que dê segurança jurídica para quem contrata e oportunidade de mercado para as prestadoras.

 No entanto, enquanto permanece o debate acerca de uma Lei que regule a atividade, é importante que nossos Sindicatos filiados se pautem pelas seguintes:

 Propostas:

 3.13.5.1. encaminhar ao Congresso Nacional o projeto de lei negociado com as Centrais Sindicais de modo a regulamentar a terceirização visando com isso combater a precarização do trabalho oriunda desta prática;

 3.13.5.2. estender aos trabalhadores terceirizados o mesmo patamar de garantias sociais, trabalhistas e previdenciárias do conjunto dos trabalhadores da tomadora, considerando os acordos e convenções coletivas mais benéficas;

 3.13.5.3. estabelecer a responsabilidade solidária e independente de culpa à administração pública e privada contratante pelo não cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária;

 3.13.5.4. proibir a terceirização da atividade principal;.

 3.13.5.5. Identificar os setores terceirizados em sua base;

 3.13.5.6. Verificar se há a caracterização de terceirização ilegal, ou seja, intermediação de mão-de-obra;

3.13.5.7. Fiscalizar se a empresa está cumprindo com os direitos e obrigações trabalhistas;

 3.13.5.8. Considerar ambiente de trabalho a soma de todos os trabalhadores (efetivos e terceiros) para fins de regulamentações sobre segurança e medicina do trabalho e outros benefícios coletivos de proteção ao trabalhador.

 3.13.5.9. Negociar o mesmo patamar de direitos e condições de trabalho ou então a desterceirização;

 3.13.5.10. Denunciar ao Ministério Público;

 3.13.5.11. Ingressar com ação na Justiça do Trabalho;

 3.13.5.12. Encaminhar ao Congresso Nacional o projeto de lei negociado com as Centrais Sindicais de modo a regulamentar a terceirização visando com isso combater a precarização do trabalho oriunda desta prática;

 
3.13.5.13. Estender aos trabalhadores terceirizados o mesmo patamar de garantias sociais, trabalhistas e previdenciárias do conjunto dos trabalhadores da tomadora, considerando os acordos e convenções coletivas mais benéficas;

 3.13.5.14. Estabelecer a responsabilidade solidária e independente de culpa à administração pública e privada contratante pelo não cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária;

 
3.13.5.15. Proibir a terceirização da atividade principal;.

 
3.13.5.16. Para efeitos de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), devem ser considerados trabalhadores no mesmo ambiente de trabalho ao invés somente de empregados, isso porque quando num mesmo ambiente temos trabalhadores empregados e de terceiros, mas para efeito de Lei conta apenas os empregados da empresa principal.

Republicado por Reginaldo diretor do sintiitel no interior

segunda-feira, janeiro 6

4G DA TIM AMPLIADA...

Telecom

4G da TIM amplia e passa a cobrir 24 cidades brasileiras

Com a expansão para mais 15 municípios, operadora cumpre cronograma estabelecido pela Anatel.

Da Redação

06 de janeiro de 2014 - 18h43

A TIM encerrou o ano de 2013 com a implantação da tecnologia 4G em mais 15 cidades brasileiras. Com as novas ativações, a operadora cumpriu o cronograma estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ativou sua rede de quarta geração em todas as cidades-sede da Copa de 2014, além de beneficiar outros 12 municípios.
Agora, os clientes Liberty em Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Cuiabá (MT), Campinas (SP), São Bernardo do Campo (SP), Vitória (ES), Juiz de Fora (MG), Uberlândia (MG), Florianópolis (SC), Joinville (SC), Maceió (AL), Goiânia (GO), Belém (PA), Macapá (AP) e Boa Vista (RR) podem aproveitar a vantagem de navegar mais rápido com seus atuais planos de acesso à internet, sem ter que pagar a mais por isso.
A TIM já havia lançado a tecnologia de quarta geração em outras nove capitais: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Curitiba (PR).


 AGRADECIMENTOS A COMPTERWORD PELAS DIV.  MATERIAS

NOVAS TECNOLOGIAS DE MEMÓRIA PROMETEM REVOLUCIONAR O PC

Novas tecnologias de memória prometem revolucionar o PC

MRAM e RRAM mantém os dados mesmo sem energia e tornarão possível a criação de PCs muito mais rápidos, capazes de iniciar instantâneamente.

Martyn Williams, IDG News Service

06 de janeiro de 2014
 
 
Novos chips que reduzem as diferenças entre as tecnologias de memória usadas como RAM e para armazenamento estão começando a deixar um nicho e podem mudar a forma como usamos nossos PCs, disse um analista da indústria neste domingo.
Segundo Tom Coughlin, fundador da Coughlin Associates, tais chips tornariam possível um computador que liga instantâneamente como um tablet, mas com um desempenho muito mais alto.
“Estamos vendo o desenvolvimento de novas tecnologias de armazenamento em estado sólido. A RAM Magnetoresistiva (MRAM) é uma delas, e também há discussões sobre o uso de RAM Resistiva (RRAM) em alguns casos. [...] Tecnologias que nasceram em laboratórios e estavam sendo usadas em nichos de mercado estão se tornando mais disseminadas”, disse Coughlin, em uma apresentação durante a conferência Storage Visions, que acontece paralelamente à edição 2014 da CES em Las Vegas, nos EUA.
Chips de memória convencionais, ou DRAM (Dynamic RAM) armazenam os “zeros e uns” que compõem a informação usando uma carga elétrica em cada célula, mas a MRAM usa uma carga magnética. Já a RRAM é baseada em um “sanduíche” de dois materiais, com a camada central tendo uma resistência elétrica diferente do material das camadas exteriores.
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Tom Coughlin, fundador da Coughlin Associates
Os PCs atuais usam DRAM para armazenar temporariamente os dados necessários à execução dos programas ou do sistema operacional. O conteúdo da DRAM é perdido quando o computador é desligado, mas a MRAM e RRAM são um tipo de memória “persistente”, ou seja, que armazena os dados mesmo sem energia. Com isso seria possível retomar instantâneamente uma sessão em um computador, mesmo que a máquina tenha sido desligada.
Memória Flash, normalmente usada em tablets, smartphones e em unidades SSD em PCs, também oferece armazenamento persistente, mas os novos chips seriam muito mais rápidos que ela. Segundo a Crossbar, uma das empresas que desenvolve a tecnologia de RRAM, a nova memória pode ser até 20 vezes mais rápida na escrita de informações, consumir 20 vezes menos energia e ter 10 vezes a durabilidade da memória NAND Flash usada atualmente.
Muitos dos principais fabricantes de chips de memória estão voltando seus interesses a estas novas tecnologias. A Renesas, a Hitachi e a Micron Technology estão entre as grandes empresas participando de pesquisas em MRAM na Universidade Tohoku, no Japão. E em agosto deste ano a Crossbar, que é uma startup, disse ter planos para produzir e licenciar sua tecnologia RRAM.
Mas segundo Coughlin, ainda há trabalho a fazer em ambas as tecnologias antes que elas possam substituir a DRAM, e o preço dos chips precisa cair.
“Quando isso acontecer, haverá muito interesse na criação de arquiteturas de computação que unifiquem o armazenamento e a memória. Onde poderei ter memória que mantém os dados mesmo que a alimentação seja desligada”, disse ele.
Mas a criação de PCs com memória persistente pode introduzir um problema: “muitas pessoas reiniciam seus computadores para recuperá-los de panes no sistema e outros problemas. Isso porque geralmente há algo errado com a memória, como dados corrompidos ou inválidos. Mas se a memória é mantida mesmo quando o computador é desligado, teremos de encontrar novas formas de fazer isso”, disse Coughlin. “Os fabricantes de computadores poderão ser forçados a criar sistemas mais confiáveis”.

CINCO TECNOLOGIAS MÓVEIS DEVEM SER PREDOMINANTES EM 2014

Tecnologia

Cinco tecnologias móveis devem ser predominantes em 2014

Aplicativos de 64 bits, co-processadores de movimento, iBeacons, Miracast e MBaaS, todos podem estar prestes a alcançar grandes feitos

Galen Gruman, InfoWorld/EUA
Olhe para o seu iPad, iPhone, Galaxy, ou qualquer que seja o seu dispositivo móvel no momento. O que você tem em suas mãos, hoje, deve passar por melhorias graves em 2014, graças às tecnologias usadas incialmente em 2013. Para algumas pessoas, o aproveitamento desses novos recursos e melhorias vai significar uma nova geração de dispositivos e apps. já alguns proprietários de dispositivos top de linha hoje - especialmente aqueles que compraram os mais recentes modelos da Apple - vão poder acessar algumas dessas melhorias nos dispositivos que eles já possuem. E quais seriam elas?
1. Aplicativos de 64 bits
O iOS 7 estreou com o processador Apple A7, de  64 bits, presente nos iPhone 5s, iPad Air, e iPad Minicom tela Retina. Como o Apple Xcode IDE 5 permite a criação de aplicativos de 64 bits a partir do código existente, veremos aplicativos iOS de 64 bits se tornarem mais comuns em 2014. Tal como acontece com a transição para aplicativos de 64 bits no Mac OS X Snow Leopard, a maioria dos aplicativos não vai realmente tirar proveito da maioria dos recursos de processamento e memória em suas primeiras versões de 64 bits, seja porque os desenvolvedores ainda não descobriram como obter o efeito máximo no primeiro go-round, ou porque queiram evitar que as versões de 32 bits de seus aplicativos usados ​​em dispositivos mais antigos pareçam radicalmente inferiores até que o mercado de dispositivos de 64 bits seja grande o suficiente.
Depois que a Apple lançou o A7, em setembro, vários fabricantes de smartphones Android disseram que também lançariam dispositivos de 64 bits, provavelmente usando um recente design de referência da  ARM. A CES 2014, que começa amanhã, deve confirmar esta tendência. Mas ela não fará muita diferença até que o Google tenha uma versão de 64 bits do Android para rodar nesses equipamentos. O que só deverá acontecer a partir do segundo semestre de 2014.
2. Sensibilidade espacial
Em 2013, a Motorola Mobility lançou seu coprocessador de movimento, X8, no Moto X, e a  Apple seguiu com seu próprio coprocessador movimento, o M8, no iPhone 5s, iPad Air, e  iPad Mini Retina. Com eles, smartphones e tablets podem ser usados suportando outros itens que necessitem de sensores de movimento, tais como monitores de fitness e dispositivos de navegação.
Um coprocessador de movimento irá tornar mais fácil para os dispositivos móveis incorporar o rastreamento de seu próprio movimento, bem como a de periféricos como os usuados nas áreas de saúde e fitness. O uso do coprocessador significa menor uso (e utilização de energia) do processador principal, de modo que os aplicativos que usam sensibilidade espacial derivada do movimento sejam executados pelo coprocessador, sem grande consumo de bateria. Se você usa o GPS do seu dispositivo móvel já deve ter percebido como ele drena a bateria em questão de minutos....
Com o processamento de movimento disponível em mais dispositivos, aplicações e periféricos devem proliferar. Mais uma vez, o mundo iOS deve largar na frente, já que o processamento de movimento agora é padrão em todos os novos dispositivos da Apple, enquanto que no mundo Android, apenas a Motorola e a Google já ofereçam o recurso em poucos modelos. Mais uma vez, a CES 2014 pode ser palco para a apresentação de novidades de outros fabricantes nessa área. A ver.
3. Beacons
Aos poucos, especialmente nos Estados Unidos, totens beacons começam a aparecer na Apple Store, em estádios esportivos, shopping centers, e talvez downtowns. Estes pequenos dispositivos usam Bluetooth para se comunicar com o seu dispositivo móvel e uma conexão Wi-Fi ou Ethernet para conectar-se à Internet, servindo como uma estação fornecedora de servicós. Isso pode soar como apenas um ponto de acesso Wi-Fi, mas não é - na verdade, as balizas não são pontos de acesso, mas ponto de contato local. Isso significa que eles servem uma pequena área - cerca de 30 metros, alcance do Bluetooth - para proporcionar interação com os usuários/consumidores.
Por exemplo, um jardim zoológico ou um  museu poder usar os totens para fornecer informações relevantes sobre o que você está olhando, fornecer links para outras informações ou a tocar um áudio ou vídeo. Um estádio pode usá-los para saber onde você está para que o alimento que você comprou chegue até você mais rápido ou para dizer-lhe a localização do banheiro mais próximo. As aplicações mais interessantes para usuários individuais envolverão sites e aplicativos que interagem com as balizas para saber onde esses usuários estão e então personalizar o conteúdo e os serviços em conformidade com o perfil de cada um. Há um grande potencial para o uso dos beacons no marketing. Mas é preciso evitar abusos de privacidade.
E como os beacons não necessitam de interação, podem servir também para simplesmente gravar os endereços Bluetooth de dispositivos que vêm na faixa de alcance para montar visualizações de tráfego de pedestres, de onde as pessoas tendem a se concentrar em paqrues, shoppings, supermercados, e assim por diante -  dados de grande interesse para os varejistas, urbanistas, e a polícia.
A Apple é, mais uma vez, a empresa mais adiantada no uso da tecnologia - a iBeacons está em cada dispositivo iOS 7  (todos os iPads e iPod Touches dos varejista têm agora um novo uso) e permite que cada um desses dispositivos aja como beacons. Mas várias empresas já vendem balizas autônomas, bem como balizas com protocolos e serviços que podem ser usados ​​em aplicativos desenvolvidos para outras plataformas.
Como a Apple tem, de longe, a mais ampla base de usuários beacon, espera-se que ela seja o centro de gravidade para esta tecnologia. Mais uma vez, esperar-se que a Google introduza um conjunto semelhante de APIs para o Android em algum momento.
4. Miracast
Em março de 2008, a Apple retrabalhou seu dispositivo Apple TV para ser uma mídia independente, tanto para o conteúdo local (iTunes) quanto para o conteúdo online (iTunes Store). Em setembro de 2010, a Apple retrabalhou sua tecnologia AirTunes para ser usada com o AirPlay, permitindo que dispositivos iOS e OS X pudessem transmitir vídeo e áudio pelo ar para a Apple TV e alto-falantes AirPlay licenciados. Desde então, a combinação do AirPlay com a Apple TV vem revolucionando o consumo de mídia, deixando que os computadores e os dispositivos transmitam  conteúdo móvel para uma variedade de dispositivos de reprodução, bem como recebam (no caso do iPad e iPhones) media de outros dispositivos. A tecnologia também ganhou força em algumas empresas para apresentações e conferências.
No resto do mundo móvel, no entanto, o streaming de mídia é uma bagunça. O mundo Android tem três tipos de conectores de vídeo (MHL, MiniHDMI e DisplayPort), bem como duas tecnologias de streaming de vídeo (DLNA e Miracast). O Windows 8 usa a WiDi, tecnologia Wireless Display da Intel construída em seus atuais co-processadores gráficos. Novos tablets Kindle Fire HDX, da Amazon, Miracast.
Apoiado pela WiFi Alliance, que tornou os outrora desarrumados protocolos 802.11 interoperáveis, o padrão Miracast pretende tornar o streaming de vídeo sem fio interoperável entre computadores, dispositivos móveis e dispositivos de animação, como aparelhos de som, TVs e alto-falantes. Mas, embora o WiDi, da Intel, incorpore o padrão Miracast, muitos PCs com Windows precisam de atualizações de drivers para suportar Miracast. O Kindle Fire HDX é certificado com apenas um dispositivo Miracast, o Netgear Push2TV - minando a promessa de interoperabilidade Miracast. Até agora, apenas o Google e recentes dispositivos Android da Motorola Mobility suportam Miracast.
Acredito que 2014 será o ano em que a tecnologia  Miracast cumprirá a sua promessa ou seguirá o destino do DLNA, padrão introduzido em 2003 que muitas vezes falha ao misturar dispositivos de diferentes fabricantes, tendo portanto, fracassado na sala de estar.
5. MBaaS
É um dos termos mais feios da tecnologia hoje, e seu significado é altamente variável e confuso, mas como o mobile-backend-as-a-service (MBaaS) é cada vez mais importante para os desenvolvedores, creio eu, está prestes a passar por uma grande mudança.
Era da Forrester Research a melhor explicação de MBaaS, feita em 2012, quando o termo começou a proliferar: middleware para gerenciamento de dados e serviços de autenticação necessários aos aplicativos móveis que dependem de serviços baseados na nuvem, como armazenamento. Mas hoje, o termo MBaaS é usado para designar quase qualquer serviço de nuvem que use um aplicativo móvel como ponto de acesso, tais como processamento de vídeo, processamento de pagamentos, localização pesquisa de informações e veiculação de anúncios.
Que mudanças vejo para MBaaS em 2014? A parte "M" vai deixar de ser tão relevante, porque a mesma lógica se aplica a aplicativos de desktop e Web, também. A parte "B" também vai desaparecer, porque a noção de um back-end é muito restrita e assume um modelo de data center central, enquanto serviços (como APIs) virão de várias fontes e serão federados. A parte mais relvante da MBaaS é a de serviços, e eles vão enriquecer ainda mais os aplicativos móveis. Por isso a Software AG comprou o JackBe, o eBay comprou o PayPal, o Facebook comprou Parse, a unidade Heroku da Salesforce.com fez uma parceria com a AnyPresence e Google e Microsoft oferecem funcionalidade MBaaS em suas plataformas e serviços de infraestrutura.


 


 





ESPIONAGEM

Segurança

Internet não é única culpada pela espionagem eletrônica, diz cientista

Demi Getschko, um dos membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), diz que a web não pode pagar o pato sozinha por esse tipo de atividade.

Da Redação*

06 de janeiro de 2014 - 10h16
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 A internet está pagando o pato sozinha nessa história de espionagem, diz Demi Getschko, um dos membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Pioneiro da internet no Brasil, ele é defensor do caráter livre da rede mundial de computadores.  O cientista lembra que a bisbilhotagem eletrônica começou na infraestrutura, aconteceu em telefonia e, eventualmente, na internet, mas só se discute como a web pode ser mais segura, como pode deixar de vazar dados etc.
“Na verdade, o vazamento é de cabo submarino e de infraestrutura. Aonde os cabos chegam são monitorados. O vazamento em telefonia, é um vazamento em telecomunicações. Tem outras coisas envolvidas, como o vazamento de e-mails. Bom, aí estamos em outra área, e não queria que a internet fosse pagar o pato aí”, destaca Getschko.
Para ele, a internet se desenvolveu muito bem no Brasil, não está atrasada em relação a nenhum lugar no mundo, mas, claro, em volume menor, porque o país tem dificuldade de infraestrutura e custo, sob o ponto de vista econômico. Ao fazer um balanço da introdução da rede no país, ele diz, categoricamente, que foi tudo normal do ponto de vista da introdução da novidade.
“Quando a web nasceu, veio para o Brasil. Quando o Facebook nasceu, veio para o Brasil e, quando o Orkut surgiu, o país foi um dos que adotaram pesadamente [a rede de relacionamentos]. Então, o Brasil não tem perdido em nada o pé nesta evolução da internet”, ressaltou.
Com esse argumento, Getschko diz que o Brasil não tem perdido em nada “nesta evolução da internet” e é, por isso, que insiste em ter uma declaração de princípios, como é o Marco Civil, “não para consertar o que está errado, mas para prevenir doenças e infecções que ela [internet] possa ter”.
No perfil que traçou da rede no Brasil, ele destaca o começo, quando ainda não existia regulação. "Era preciso, apenas, ter a licença para ser provedor de internet. Mandic, UOL e BOL criaram seus provedores, simplesmente, porque tiveram a iniciativa e resolveram arriscar naquilo”, lembrou.
Para Getschko, dessa forma, sem barreira de entrada, houve crescimento rápido e com muito conteúdo em português. Segundo o cientista, a Lei Geral da Telecomunicações reconhece duas camadas distintas.
Uma camada regulada, que é a das telecomunicações, com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e uma camada de valor adicionado, que é de conteúdo, de neutralidade e que não deve ser regulada por ninguém, sendo livre e neutra. “É um ponto do Marco Civil”, diz Getschko, que defende a privacidade e a proteção de dados dos cidadãos.
Por mais que se diga que a rede foi criada durante a guerra fria, como defesa após uma possível hecatombe apocalíptica e outras histórias desse tipo, Getschko defende o caráter livre da internet. Segundo ele, a rede nasceu de um projeto com dinheiro do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, mas o pessoal que se envolveu era o da ciência, da pesquisa, eram engenheiros da melhor qualidade, na Califórnia, onde funcionava o centro da contracultura dos anos 1970.
Era um pessoal que estava envolvido em todo o movimento cultural, que penetrou nos conceitos básico da internet, enfatiza o cientista. De acordo com ele, o dinheiro era militar – os militares tinham aplicações para o novo projeto, como vários outros projetos são desenvolvidos de uma fonte genérica.
“Mas o produto veio de cabeças abertas, de algo que não tem centro, não tem controle, que é aberto para todo mundo e que é basicamente libertário. Isto transpira até no nome que deram às coisas. Os padrões que a internet gera chamam-se request for comment [RFC, em português, solicitamos comentários]", destaca. Os RFCs são documentos que tratam de padrões na internet. Ou seja, nada é imposto e a comunidade tem liberdade para comentar, explica.
Getschko ressalta, além disso, a internet foi concebida para ser uma rede ponto a ponto, onde um equipamento fala com o outro diretamente, sem que alguém filtre no meio do caminho. Ninguém deveria filtrar nada no meio do caminho.”
Outra discussão, informa, é que a rede precisa ser simples para poder crescer, sem qualquer complexidade. “Aí vem as discussões sobre criptografia, como fazemos e-mail protegido, como atendemos o decreto da Presidência, sobre as comunicações nacionais etc. São complicações que não são da internet. São das bordas. Aliás, isso não deve ser tributado à internet, que está pagando o pato sozinha nessa história da espionagem, e isso é injusto.
*Com informações da Agência Brasil

o caminho das nuvens e suas barreiras culturais

O caminho das nuvens e suas barreiras culturais

CIOs têm hoje a tarefa de transformar o “TI as-a-service" em um modelo que leve em conta as exigências de cada departamento da empresa. Mas como?

Marcelo Menta *

Publicada em 06 de janeiro de 2014 às 07h21


 
O mercado de computação em nuvem atinge números cada vez maiores e, definitivamente, deixou de ser uma tendência para se tornar realidade. Após os US$ 111 bilhões investidos em cloud ao redor do mundo em 2012, a expectativa, segundo a consultoria Gartner, é que o montante aplicado em 2013 18,5%, totalizando US$ 131 bilhões. Da aplicação web mais básica ao software de gestão corporativo mais avançado, as empresas têm migrado seus serviços e dados para a nuvem, cada vez com mais frequência, sobretudo para reduzir custos.
Mas, além da economia, o que também é preciso levar em consideração? Quais os pontos cruciais a se considerar antes de uma tomada de decisão tão relevante para o futuro dos negócios?
Segurança, desempenho e estabilidade são quesitos fundamentais a serem avaliados na contratação de soluções de cloud computing. A adoção de novas tecnologias costuma ser cercada de receios quanto à segurança das informações. Mas, além do uso de boas práticas para restrições de acesso à rede, existem ferramentas que criptografam os dados e armazenam a chave num servidor externo, permitindo acesso apenas a quem o administrador dos dados permitir.
O desempenho e a disponibilidade de aplicações baseadas na nuvem também devem ser levados em conta. Monitorar e gerenciar tarefas feitas em cloud demanda visibilidade ininterrupta, ao longo de toda a cadeia de entrega da aplicação – desde o dispositivo do usuário até os complexos componentes do software dentro dos data centers.
Em geral, as empresas precisam de uma solução em nuvem que tenha relação com suas necessidades e linhas de negócio. Sem um objetivo final, podem ser vítimas da chamada "arquitetura acidental", em que os investimentos estritamente focados em tecnologia tornam-se simultaneamente ativos e passivos, o que não traria a tão esperada diminuição de gastos.
Os CIOs têm hoje a tarefa de transformar o “TI as-a-service" em um modelo que leve em conta as exigências de cada departamento da empresa, tendo em vista o consumo e controle dos recursos de tecnologia da informação tradicionais, com um modelo de consumo baseado em serviços. Porém, para atender a esses objetivos, as companhias precisam desenvolver uma estratégia eficaz em nuvem que ofereça self-service – um acesso sob demanda, para as aplicações e tecnologias necessárias, a fim de aumentar a agilidade dos negócios. A infraestrutura de TI baseada em cloud também pode variar. O modelo oferece elasticidade e flexibilidade, evitando gastos com ativos que não estão sendo utilizados. Da mesma forma, oferece recursos suficientes em períodos de grande demanda.
Outra questão importante é a sustentabilidade. Para manter um espaço destinado aos servidores, data centers, nobreaks e todos os outros dispositivos necessários para funcionamento de uma rede corporativa, exige-se um alto consumo de energia elétrica. Isso sem contar os aparelhos de ar condicionado, grandes vilões da conta de luz, utilizados para manter refrigerado o local onde está instalado o maquinário.
A melhor forma de obter sucesso na implantação de uma infraestrutura baseada em nuvem é escolher um fornecedor tecnológico adequado e estratégico. Antes de qualquer decisão, é importante avaliar um provedor de TI que ofereça infraestrutura de alta disponibilidade, performance e segurança, com um único acordo de nível de serviço, a fim de dar suporte a todas as aplicações utilizadas no ambiente baseado na nuvem. Deve haver também o acompanhamento do fornecedor, com serviços de aconselhamento e consultoria, que ajudem os clientes a entender os gaps existentes na adoção de cloud, governança, otimização de TI, consolidação de data center e arquitetura tecnológica, proporcionadas pela nuvem.
Estamos falando de uma transformação extremamente necessária, com atuação direta no processo de alavancagem do core business de qualquer organização. Neste mundo cada vez mais conectado, em que é crescente a utilização dos dispositivos mobile – os chamados smartdevices –, o cloud computing permite o compartilhamento de recursos e acesso às informações por um grande grupo de usuários, de forma remota, de qualquer lugar.
O Brasil tem reagido de forma positiva a essa mudança e mostrado estar atento aos benefícios obtidos com a nuvem. Segundo pesquisa do IDC, somos atualmente o país latino-americano com maior adesão ao cloud – perto de 18% das pequenas e médias empresas utilizam este ambiente. Até o fim de 2013, esse número deve ter subido para 35%.
Observa-se, no entanto, que a maior parte das empresas prefere fazer uso da nuvem privada em vez da pública. A diferença entre os dois é que, no primeiro modelo, a empresa contratante assume total responsabilidade pelo desenvolvimento do ambiente, o que gera aumento nos custos com infraestrutura e mão de obra qualificada.
As chamadas “barreiras culturais”, um dos principais entraves na adesão das empresas à tecnologia, têm diminuído. Em consequência, a confiança e o entendimento dos ganhos obtidos com a utilização do ambiente vêm aumentando. É importante ressaltar que não se trata de modismo, mas sim de uma evolução na maneira como se gerenciam as informações e os processos dentro de um negócio.
(*) Marcelo Menta é presidente da Dimension Data no Brasil
republicado por Reginaldo diretor do sintiitel no interior